A Frelimo condenou os assassinatos de membros de partidos da oposição e manifestou confiança nos órgãos da Justiça para o esclarecimento dos casos.
O posicionamento foi apresentado na segunda-feira, em Sofala, por Gonçalves Gemusse, membro da Brigada Central de Assistência da Frelimo à província. O dirigente apelou à calma e defendeu que os casos não sejam politizados enquanto decorrem os processos de investigação.
Segundo Gemusse, determinados acontecimentos registados nas comunidades não devem ser automaticamente atribuídos à Frelimo ou às autoridades governamentais, cabendo às instituições competentes investigar e determinar as circunstâncias e responsabilidades em cada caso.
O dirigente afirmou igualmente que os assassinatos não atingiram exclusivamente membros da oposição, apelando à serenidade e à confiança nas instituições responsáveis pelo esclarecimento dos factos.
A posição da Frelimo surge num momento de crescente debate sobre os casos de violência política e assassinatos envolvendo membros ou apoiantes de diferentes formações políticas. O partido defende que os acontecimentos sejam tratados pelas instituições competentes e que sejam evitadas conclusões antecipadas sobre os seus autores.
O pronunciamento ocorreu no âmbito das actividades de preparação do 13.º Congresso da Frelimo, cuja realização está marcada para 20 a 25 de Julho de 2027, na cidade de Nampula. O processo preparatório inclui a criação de estruturas provinciais e distritais responsáveis pela organização do congresso.
