O jornalista e comentador político Alexandre Chiúre considera que alguns partidos políticos moçambicanos ganham visibilidade sobretudo durante os períodos eleitorais, numa dinâmica que, na sua interpretação, estaria relacionada com o acesso a recursos financeiros.
Segundo Chiúre, existem formações políticas que praticamente desaparecem do espaço público fora dos ciclos eleitorais e regressam quando se aproximam as eleições. Para o comentador, esta dinâmica revela uma forma de fazer política que transforma a actividade partidária numa espécie de negócio.
A crítica não é nova no discurso de Chiúre. Num artigo de opinião publicado anteriormente, o jornalista questionou a actuação de partidos que, segundo a sua análise, “aparecem em tempos eleitorais” para beneficiar de recursos financeiros provenientes do Estado, em vez de manterem uma actividade política permanente.
Chiúre questiona igualmente a capacidade de algumas dessas formações políticas para conquistar representação parlamentar. Na sua avaliação, há partidos que não apresentam estrutura, organização ou projectos políticos suficientes para justificar a eleição de deputados.
O comentador defende ainda que algumas formações partidárias são politicamente irrelevantes e entende que o cenário político nacional deveria deixar de ser ocupado por organizações que, na sua perspectiva, não apresentam uma intervenção política consistente.
As declarações reacendem o debate sobre o papel dos partidos políticos em Moçambique, sobretudo fora dos períodos eleitorais, bem como sobre os critérios que devem determinar a sua representatividade e presença no Parlamento.
As posições apresentadas por Chiúre constituem uma análise política pessoal e não uma conclusão institucional sobre os partidos mencionados.
