INGD activa planos de acção antecipada perante risco de seca associado ao El Niño
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), através do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), activou planos de acção antecipada para fazer face ao risco de seca associado à evolução do fenómeno El Niño em Moçambique.
A medida abrange várias regiões do país consideradas vulneráveis aos efeitos da redução da precipitação. As autoridades pretendem antecipar a resposta e reduzir os impactos sobre as comunidades, a produção agrícola, o abastecimento de água e o efectivo pecuário.
De acordo com as projecções apresentadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o fenómeno poderá atingir uma intensidade forte, com o período de maior impacto previsto entre Outubro de 2026 e Fevereiro de 2027. As condições associadas ao fenómeno poderão prolongar-se até Maio do próximo ano.
Défice de chuva preocupa regiões do centro e sul
As previsões apontam para um défice significativo de precipitação, sobretudo durante o primeiro trimestre de 2027. Entre as zonas que poderão enfrentar impactos considerados severos estão distritos das províncias de Tete, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza.
Também são esperados impactos de intensidade moderada em algumas áreas das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Cabo Delgado.
A distribuição dos impactos poderá aumentar a pressão sobre fontes de água e sistemas de produção agrícola, sobretudo nas comunidades que dependem directamente da chuva para garantir a produção alimentar.
Autoridades preparam medidas antes do agravamento
Perante o cenário previsto, o Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres recomendou a implementação antecipada de medidas de prevenção e resposta.
Entre as prioridades estão a distribuição atempada de sementes adaptadas a condições de seca, a reabilitação de furos de água e de sistemas de abastecimento de água potável, além de medidas destinadas a proteger o gado.
As autoridades defendem ainda o reforço das campanhas de sensibilização para o uso racional da água e a promoção de práticas de agricultura de conservação, como forma de reduzir a vulnerabilidade das comunidades perante períodos prolongados de escassez de chuva.
CENOE acompanha evolução meteorológica
O CENOE informou que continuará a acompanhar a evolução da situação meteorológica em coordenação com o INAM.
As autoridades locais e as comunidades das zonas potencialmente afectadas são chamadas a acompanhar os avisos oficiais e a adoptar atempadamente as medidas recomendadas para reduzir os efeitos de uma eventual intensificação da seca.
A activação dos planos de acção antecipada permite, assim, que algumas medidas sejam tomadas antes do agravamento dos impactos, procurando reduzir a exposição das populações e dos sectores produtivos aos efeitos da irregularidade das chuvas.
