A comentadora Artimiza Magaia defende que os partidos políticos moçambicanos devem apresentar agendas próprias e concentrar o debate nas questões que afectam directamente a vida da população.
Segundo Magaia, parte do debate político no país tem sido dominada por críticas à FRELIMO e à governação, situação que, na sua perspectiva, demonstra falta de uma agenda política própria por parte de algumas formações partidárias.
«“Partidos só discutem FRELIMO e má governação, não têm agenda. A FRELIMO não pode ser a agenda deles”, afirmou Artimiza Magaia.»
A comentadora entende que os partidos políticos deveriam apresentar propostas concretas para responder aos principais problemas enfrentados pelos cidadãos, em vez de concentrarem a sua actuação na crítica ao partido no poder.
Magaia apontou ainda para questões relacionadas com a segurança e a violência como exemplos de assuntos que, na sua avaliação, deveriam merecer maior atenção no debate político nacional.
A comentadora referiu-se particularmente a recentes casos de assassinatos registados no país, defendendo que os partidos deveriam abordar com maior frequência questões que considera directamente relacionadas com a segurança e o bem-estar das comunidades.
A posição de Magaia surge num contexto de intenso debate político em Moçambique, no qual diferentes partidos e actores da sociedade civil têm apresentado críticas e propostas sobre a governação e os problemas sociais e económicos do país.
Artimiza Magaia é conhecida pela sua participação em debates sobre política moçambicana e por intervenções públicas relacionadas com assuntos internos da FRELIMO. Em 2024, participou num episódio do CIPCAST, podcast do Centro de Integridade Pública, dedicado ao tema da integridade na política.
As declarações sobre a alegada falta de agenda própria dos partidos constituem uma avaliação da comentadora e não representam, por si só, uma conclusão sobre a actuação de todas as formações políticas do país.
