Cabo Delgado: insurgentes terão sequestrado cerca de nove crianças em Quelimane, Mocímboa da Praia
Um grupo de homens armados, alegadamente ligado ao grupo insurgente conhecido como Al-Shabaab, terá sequestrado cerca de nove crianças durante uma incursão realizada na noite de segunda-feira na aldeia de Quelimane, distrito de Mocímboa da Praia, no norte da província de Cabo Delgado.
A aldeia de Quelimane está localizada a cerca de 29 quilómetros da Estrada Regional 762. Segundo relatos de residentes locais recolhidos pela Zumbo FM Notícias, o ataque ocorreu por volta das 23 horas.
Durante a incursão, os homens armados terão destruído várias barracas, levado diversos bens e retirado medicamentos de um hospital recentemente inaugurado naquela região.
Uma residente que trabalha na aldeia de Quelimane confirmou a ocorrência, mas solicitou que a sua identidade fosse preservada por receio de possíveis represálias. Para esta reportagem, a fonte é identificada pelo nome fictício “Acha”.
“De facto, isso aconteceu. Foi por volta das 23 horas de segunda-feira. Pegaram nove crianças, destruíram a barraca e levaram medicamentos do hospital. Esse hospital foi inaugurado há pouco tempo. Não houve mortes entre a população”, relatou a residente.
Outro morador de Mocímboa da Praia, Chilo Maimona, também confirmou a ocorrência, embora tenha apresentado um número diferente relativamente às crianças alegadamente levadas.
“De facto, isso aconteceu. Vieram, levaram coisas nas barracas e também sequestraram crianças. Não tenho muita certeza do número que foi levado, mas ronda entre 10 e 15. Não há muita certeza, mas, na verdade, são crianças que foram levadas”, afirmou Maimona.
Número de crianças ainda não confirmado
Os relatos dos residentes apresentam diferenças quanto ao número de crianças que terão sido sequestradas durante a incursão.
Uma fonte fala em cerca de nove crianças, enquanto outra estima que o número possa variar entre 10 e 15 menores. Por essa razão, não é possível confirmar, neste momento, a quantidade exacta de crianças que terão sido levadas.
Contactado sobre o caso, o administrador de Mocímboa da Praia, Sérgio Cipriano, não confirmou nem negou a ocorrência.
O dirigente orientou a procurar o porta-voz das Forças de Defesa e Segurança para obter informações oficiais sobre o incidente.
“Pode contactar o porta-voz das Forças de Defesa. Poderá dar a informação de que precisam”, disse o administrador.
Até ao momento, de acordo com os relatos recolhidos, não há indicação de mortes entre a população na sequência do incidente.
Entretanto, as informações relativas ao alegado sequestro das crianças, à destruição de estruturas e ao saque de medicamentos continuam sem confirmação oficial.
Por Bonofacio Chumuni
