O Instituto Nacional de Irrigação (INIR) está a apostar numa maior participação do sector privado na exploração dos regadios do país, como parte dos esforços para aumentar a produção e a produtividade agrícola.
A estratégia enquadra-se nos programas do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas destinados a tornar os sistemas de irrigação mais sustentáveis e orientá-los para uma produção com maior ligação ao mercado.
Segundo o director-geral do INIR, Delfim Vilissa, a aposta passa por transformar gradualmente os regadios em espaços de produção comercial, reduzindo a dependência de práticas de agricultura de subsistência predominantes entre muitos produtores do sector familiar.
Vilissa explicou que os gestores dos regadios em diferentes pontos do país estão a ser capacitados para lidar com novas tecnologias e melhorar a gestão das infra-estruturas de irrigação, com vista ao desenvolvimento do agronegócio.
A formação inclui também aspectos relacionados com a utilização eficiente dos recursos hídricos, numa altura em que as autoridades agrícolas se preparam para possíveis impactos das condições climáticas previstas para a próxima época chuvosa.
Neste âmbito, o Instituto Nacional de Irrigação iniciou a capacitação de extensionistas do sector da agricultura para reforçar as competências na gestão sustentável da água nos regadios.
A iniciativa surge depois da divulgação das previsões meteorológicas para a próxima época chuvosa, que apontam para a possibilidade de ocorrência do fenómeno climático El Niño, conhecido por poder alterar os padrões de precipitação em várias regiões.
Para o sector agrícola, a gestão eficiente da água torna-se particularmente relevante perante a possibilidade de períodos de menor disponibilidade hídrica. A capacitação dos extensionistas deverá permitir um melhor acompanhamento dos produtores e uma utilização mais racional da água disponível.
A estratégia do INIR combina, assim, investimento privado, modernização tecnológica e capacitação técnica como instrumentos para aumentar a produtividade dos regadios e fortalecer a produção agrícola orientada para o mercado.
Fonte: Rádio Moçambique
